sábado, 12 de abril de 2014

Geografia Impertinente - a crise de 1929 e suas consequências na dinâmica fundiária brasileira no século XX

Certa vez, na universidade, um professor falou sobre o uso dos mapas nas aulas de Geografia. Foi o professor Laurindo, um dos professores que mais de irritaram, logo, mais me ensinaram na UFRGS. Segundo ele, os mapas mais usados são aqueles que tratam das formas de classificação do Relevo Brasileiro. São 3 mapas enfadonhos e impertinentes a vida de qualquer criança ou adolescente.
Impertinentes ao meu cotidiano enquanto cidadão.
Lembrei daqueles mapas quando estava na semana passada tratando de Geografia Agrária na sala de aula. Me vi falando da crise de 1929, da cafeicultura, da bolsa de valores da época, whiskas sache whiskas sache whiskas sache

Me senti mal.
Me senti roubando o tempo do povo.
Me senti mal porque os olhos deles brilhavam quando eu mudava de assunto dentro do mesmo tema!!! Brilhos surgiam quando falava de Gramado, do Porto de Rio Grande, do alimento que eles comiam na cantina, do agrotóxico, do tamanho da fazenda do tio do conhecido do avô deles.
Por mais emocionante que seja eu entender grande parte do enredo da tal Geografia Agrária, é tão impertinente quanto aqueles mapas Geológicos. São importantes, mas estão no caminho de muitas coisas, impedem o brilho.
Comecei, desde então, a listar o possivelmente dispensável das minhas aulas e ando seriamente em jogar a Guerra Fria pra debaixo do tapete (talvez deixando só uma pontinha dela pra fora, seeeeee muito).

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