terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Pensamento de Ensino Médio Indo Longe de Mais


Fossemos atrás disso ou aquilo, só nos divertiríamos com certas coisas, em certas datas e em certos lugares, de acordo com o que alguém nos dispõe em troca do que adquirimos com nosso trabalho do ano. Trabalho esse que se transforma cada vez mais em dinheiro e cada vez menos em vivência e sabedoria. Não vivemos mais o que queremos e como queremos, e de quebra nossas recompensas damos à um estilo insalubre de vida - vide Santa Maria.

Carro é gaiola, casa noturna é jaula, shopping é coleira e árvore nem se usa mais segundo o intelectual Fortunati.

Isso tudo me passa pela cabeça quando vejo um carro pela metade no noticiário, que antes de ficar pela metade é prestação a ser paga, propaganda engolida no horário nobre e menos comida no almoço no outro dia. Essa facilidade com quem ouvimos e digerimos cada coisa ruim.

O carro pela metade ficou pela metade porque o motorista achou que deveria ir até a praia e bêbado pra se achar descansado. Incentivado a correr, ele corre porque a estrada é boa pra isso. Imprudência o caramba. A culpa não é só de um, isso é o contexto. Apologia ao livre circular da incompetência dos motoristas é o que se vê por aí. Apologia a impessoalidade. Alguém me manda fazer, alguém é o responsável.

E ainda sou chato por estar em casa no carnaval.

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