sábado, 15 de setembro de 2012

Seu Martins, Seu Martins...


Andando na rua, o seu Martins vê um bituca de cigarro no chão. Meio acesa a bituca e ele numa merda só. Uma coisa mais a outra tornou-se uma tragada. Uma bela tragada.

Com cara de nojinho, uma bela duma morena passa. Meio nova, como todas elas parecem agora. Ele tem 56 e elas todas bem menos. Ele faz coisas de velho, assim como cheira a coisas de velho. Além de se vestir como um, porque ele é um. E nisso ele pega cigarro do chão.

Ele fuma mesmo do chão!
E se lixa pra cara de nojo dessas guria nova. 

Isso dá sensação boa, isso das cara de nojinho. É quase como esnobar uma mulher daquelas. É quase como ficar mais macho, mais escolhedor. Um esnobar por não precisar mesmo, porque não precisa delas.
Essas novas o Martins não quer.

Fuça de liberdade.
Acho que essa fuça de liberdade me deixou até mais bonito.
Acho que hoje o Martins pega a Clotilde. Hoje ele cria coragem

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