terça-feira, 7 de agosto de 2012

GEOGRAFIA falando em Globalização para alunos do EJA

Falando de Globalização me atrapalho. Fico ansioso ao falar de coisa que, pra mim, não parece ter fim em termos de extensão do conteúdo. Perece não ter ponta pela qual começar, parece uma bola, um globo...

"Ponta" é termo que uso frequentemente. Por qual ponta começo a abordagem? A ideia é a compreensão de algo, e pra isso, por qual lado do tal algo eu começo? Qual lado é mais tranquilo de 'resolver', a ponto de ser caminho para outros lados da coisa?

Quando falo de Globalização, me vejo tencionado à critica. Isso é ruim, não quero meus alunos críticos em todas as instâncias. Quero eles críticos após terem absorvido conceitos básicos, após a tal episteme. Gente crítica toda vez, é gente chata toda vez. É gente indelicada. Gente crítica após alguns momentos de reflexão é gente sábia. Mas isso não vem tanto ao caso, mesmo que venha de leve. A seguir, algum procedimento interessante, que tem dado certo em minhas aulas:


  1. Tenho começado pela ponta da diminuição das distâncias e do que isso afeta meu cotidiano. Então listo coisas insignificantes e narcisistas como Facebook e o filme do Batman. Em suma, essa é a Globalização conveniente, a que além de nos dizerem que existe, é a que queremos que exista - "a Globalização como Fábula" (SANTOS) que nos faz dormir muito bem (DARSKI).
  2. Em seguida abordo a ponta da unilateralidade, dos benefícios para alguns.
  3. Depois da economia globalizada, que se expressa, dentre outras formas, através dos blocos econômicos, que fortalecem ao mesmo tempo que resistem ao mercado globalizado.
  4. Por fim, passo um vídeo sobre uma Globalização possível, chamado Encontro com Milton Santos. Da última vez, ontem por sinal, inverti ao passar o vídeo antes dos outros pontos. Este vídeo é ótimo pois aborda tudo e ainda alcança a crítica.


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