terça-feira, 5 de julho de 2011

Carta-Denuncia contra o CEUE Pre Vestibular

Boa noite a todos e a todas.

Venho aqui divulgar a todos o que está acontecendo no Cursinho Pré-Vestibular (me nego a dizer popular) do CEUE (Centro dos Estudantes Univesitários de Engenharia). Um cursinho administrado e organizado pelo centro acadêmico deles, o 2° órgão estudantil da ufrgs que mais movimenta dinheiro, atrás apenas do DCE, pelo que me falou um colega da Geografia.

A situação é a seguinte: eu e o Joãozinho (João Pedro Dametto) damos aula juntos lá. Por lá passaram outros incontáveis colegas da Geografia (Cabelo, Tinga, Marília, Lara, Henrique Rasta, Felipe, Renan e tantos outros...).

Uma série de irregularidades já presenciei neste ambiente, desde que comecei a trabalhar voluntariamente lá, no final de 2008. Ano passado, a coordenação do CEUE mudou e a coordenação do cursinho, as coisas melhoraram um pouquinho (até pq estava uma desorganização totalmente inaceitável) mas mesmo assim, continuam sendo verificados muitos problemas.

Principal deles, a questão financeira. Não me lembro de ter visto nenhuma prestação de contas. Esse ano, a mensalidade subiu para 40 reais (tem duas turmas - tarde e noite - num total de quase 200 alunos). Mas os investimentos no cursinho são muito baixos, não foram impressas apostilas, o auxílio (de 10 reais por mês) não é mais pago aos professores, não temos professor de geo na tarde (apesar de existirem uma série de interessados em dar aula lá, que inclusive já enviaram email e não foram contatados) e, enfim, se eu continuar falando dos problemas do cursinho não termino hoje.

Há 3 semanas usei meu tempo de aula para conversar com os alunos, solicitando-os que fizessem uma avaliação do cursinho. Ouvi muitas reclamações, críticas, sugestões... Mais reclamações do que sugestões, mas... Na semana seguinte, fiquei de convidar alguns outros professores para continuarmos o debate, levantando uma pauta a ser discutida em uma reunião que eu chamaria com a presença da coordenação, professores e alunos. Só que na semana seguinte, um dos coordenadores resolveu participar do debate q eu havia proposto. Mas participou de maneira totalmente infeliz, com sua personalidade AUTORITÁRIA E INTRANSIGENTE, colocando sua opinião acima de tudo e de todos, desvirtuando o debate e causando um grande desentendimento.

Seguiu-se uma discussão por emails, com argumentos... bom não vou tentar explicar, acho que este email de um professor de matemática envolvido com a coordenação do cursinho fala por si só:

"Não vejo necessidade de pedidos de desculpas, pois toda essa situação foi unicamente criada pelo nosso colega Tomaz. Ele tem que aceitar que sua falta inicial de educação e coleguismo gerou descontentamento em todos os setores do CEUE. Além dos professores indignados com a postura de Tomaz, têm vários alunos também contrários a opinião de Tomaz. NA verdade não vi nenhuma defesa ou partido perante o comportamento de Tomaz. É obvio que falta de educação gera falta de educação. Tenha consciência do teu ato, Tomaz,  e que fique claro que a única contribuição da sua parte parte foi gerar indignação com tua falta de profissionalismo.
Espero mais que ansioso por essa reunião para expor minha opinião com a educação que Tomaz tanto merece me cultiva."

O pedido de desculpas que eu exigi foi após ser insultado por um engenheiro da gestão do CEUE na festa do DCE da última sexta. A Marília e outros colegas estavam presentes e ouviram as barbaridades que foram ditas. Do tipo: "Na geografia tem cursinho? Pois é, na engenharia tem, por isso vocês têm de nos obedecer.", "Não quero ouvir o que tu tem a dizer pois eu estou certo e tu está errado.", "Coordenação coordena, professor dá aula e aluno estuda. É assim que funciona e não tenta mudar isso.", além de justificar e considerar correto estar sendo autoritário. Eu tentei argumentar, pedindo para ele baixar o tom de voz e baixar o dedo. Me respondeu com "VAI TE FUDER!!!" (aos berros e com o dedo na minha cara). Mais fácil seria falar com uma porta...

Na noite desta segunda, fomos, eu e o João, dar aula lá no cursinho. Iniciamos nossa aula, mas logo fomos interrompidos pelo presidente do CEUE, que disse para sairmos naquele instante da sala ou ele chamaria a segurança para nos tirar à força. Tentamos argumentar, mas não foi possível chegar a um acordo. Ele já havia chamado outro professor para dar aula. Demos as costas e saimos da sala, acompanhados de nada menos do que 70% dos alunos.

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